Geovaldo de Carvalho

Disparando no início do processo como o candidato favorito para governador, no início do processo, o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena(MDB), poderá ficar de fora do segundo turno do pleito deste ano.

Por mais paradoxal que possa parecer, deve-se levar em conta que a matéria-prima das pesquisas é a opinião pública, que por si, é volúvel; oscila de acordo com as situações e as lembranças jogadas às claras ao longo do processo, a cada momento, enquadrando cada um pelo que é e fez.

Cicero, como se diz, pegou o cavalo selado e partiu em disparada. Porém, pressa não significa acerto e certeza de vitória.

E, óbvio, sem concorrente definido, qualquer pesquisa beneficia quem está no palco.

Hoje Cicero tem como adversários definidos como fortes concorrentes, Lucas Ribeiro(Progressistas) e Efraim Filho(União Brasil), que já começam a dizer a que vieram nesse processo. Não se deve esquecer que pesquisa eleitoral não é uma previsão do futuro, mas sim um diagnóstico detalhado do presente.

Hoje, Cicero enfrente Lucas, jovem que tem a máquina na mão, um estado consolidado e um carisma até então desconhecido, que está surpreendendo por onde passa. E, hoje com certeza, deve aparecer na frente em qualquer pesquisa que se fizer no Estado.

Por outro lado, se tem o Efraim Filho, pragmático e articulado como o pai, o ex-senador Efraim Morais, que vai ganhando terreno e costurando aliança, o que permite avançar na bases do Estado.

E, por seu turno Cicero cresceu o que já devia e a tendência é murchar; sem contar que em sua base, as lembranças não são boas de sua administração na Prefeitura. O desgaste é visível e comprometedor.

Face ao exposto, não adianta tentar barrar pesquisas, como fez. O risco de Cícero não ir para o segundo turno é altíssimo e pode virar sentença definitiva!

Bancada Constituinte I

Quando se caminha para 40 anos das eleições de 1986, que elegeram os constituintes, das bancadas da Paraíba no Senado e Câmara Federal, apenas três ainda estão vivos, porém, sem militar na política.

São eles os ex-senadores Marcondes Gadelha e Raimundo Lira, e como o mais novo deputado constituinte, Cássio Cunha Lima,, que iniciava sua vitoriosa trajetória política.

Bancada Constituinte II

A representatividade da Paraíba quando da Constituinte era valorosa pelo talento e experiência dos seus componentes.

No Senado, Humberto Lucena, Marcondes Gadelha e Raimundo Lira.

Para a Câmara Federal foram eleitos: Adauto Pereira, Evaldo Gonçalves, Edvaldo Mota, Edme Tavares, Cássio Cunha Lima, Aluízio Campos, Antônio Mariz, Edme Tavares, João da Mata, José Maranhão e Agassiz Almeida.

Desses, três seriam governadores.

Renovação na Assembleia e Câmara

Por falar em eleição para deputados, a renovação na Assembleia Legislativa deve ficar em torno de 50 por cento das cadeiras, conforme os bastidores das pesquisas.

Já para a Câmara Federal a renovação será em menor escala, porém, nomes quase cativos estão na faixa de risco.

Bem-feito! Se acomodaram e so pensam em seus próprios interesses.

Cobrança à Cagepa

O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, tem botado pra quebrar em cima da Cagepa, a quem cobra responsabilidade por problemas de esgoto e encanamentos outros escorrendo direto para as praias.

E a direção da empresa, que em termos de satisfação ao público, vive no século 19, não está nem ai para o barulho.

Contrassenso da Conveniência

O presidente Lula está certo…

Para que classificar o Comando Vermelho e o PCC de grupos terroristas, como fizeram os Estados Unidos?

Terrorista é aquela tia do batom da manifestação no Planalto, em 2022.